Raphael du Valle



Data de Nascimento:

26/09/1980

Onde reside atualmente:
Poços de Caldas-MG

CDs preferidos:
Babyface (MTV Unplugged), Michel Camilo (Suntan), Marcus Miller (Tales), Weather Report (Weather Report), Jamiroquai (Emergency on Planet Earth), Elis & Tom, Victor Wooten (Soul Circus), Michael Jackson (Off The Wall)

DVDs preferidos:
Babyface (MTV Unplugged)
Al Jarreau (Tenderness)

Equipamento:
Contrabaixo: WOOD - 5 cordas com capitação EMG
Amplificador: Warm Music



Você é o autor de dois grandes métodos brasileiros, Grooves e Afins... (método de contra-baixo e produção musical) e o método Treinando Seu Ouvido (método de percepção musical para todos os instrumentos). Como surgiram as idéias e qual o principal objetivo desses trabalhos?

A idéia era poder criar um material com um conteúdo um pouco diferente dos métodos que estão no mercado e também poder prestar um serviço de professor on-line. Quando o aluno compra o meu método eu dou toda a acessória para que ele não fique com um material parado e possa tirar o maior proveito do conteúdo.

 

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Como criador/fundador do Fórum de Contrabaixo “Toque Mais Baixo”, quais são as suas expectativas, com relação ao fórum e como anda a visitação e a participação dos contrabaixistas?
A idéia de criar o fórum veio da necessidade de se ter um espaço específico para os baixistas. Hoje mais do que nunca pude perceber que realmente faltava um espaço para os graves. O fórum com apenas 1 mês de existência já esta com mais de 630 baixistas cadastrados e esse numero tende a aumentar cada vez mais.





Poderia nos falar um pouco sobre a Fábrica Escola de Música e a Produtora Mixiricart?
Bem, a Escola de Música Fábrica existe a mais de 8 anos e nela além de ensinar as coisas básicas e essenciais da música, ainda preparamos músicos para atuar profissionalmente. Na produtora MIXIRICART eu e meus 3 sócios prestamos todos os serviços para que uma produção aconteça. O artista chega e nós produzimos, gravamos, mixamos, fazemos a capa, o site, produzimos o show e etc...
A idéia é que o cliente saia com um produto com o mesmo nível em todos os sentidos, não adianta nada ele gravar um CD maravilhoso e fazer uma capa feia. Com isso estamos prestando um serviço único na região.


 

Fábrica Escola de Música e a Produtora Mixiricart

 

Algum fator especial te levou a optar pelo Contrabaixo como instrumento?
Bem, como a maioria, eu fui para o baixo porque a banda estava precisando. Eu tinha 9 anos e tocava guitarra na
banda dos meus primos, o baixista saiu e eu fui para o baixo. Depois disso me apaixonei pelo instrumento e estou até hoje com ele.

Quais foram os baixistas que mais te influenciaram?
Anthony Jackson, Luizão Maia, Nico Assumpção, Jaco Pastorius e Marcus Miller


Quais são os estilos musicais que mais te influenciam?

O funk, Jazz, Samba e qualquer música que seja bem feita. Nunca tive preconceito pelo fato de sempre estar tocando todas as ondas.

Recado para os baixistas que estão começando a estudar:
O ideal para quem está começando é que tenha a menta aberta e tenha muita humildade, pois só assim irá aprender cada vez mais. Tenha determinação e disciplina na hora de estudar, porém, não fique só estudando, tem que sair pra tocar mesmo que não esteja seguro. O lance de tocar de prima faz com que o músico ganhe uma experiência que ninguém tira dele.


Como você analisa o cenário dos baixistas brasileiros?
Eu acho que no Brasil temos muitos baixistas bons. Não precisamos ir lá fora pra se ter um músico bom, porém, aqui no Brasil o músico não é tão valorizado, deixando-os na maioria das vezes sem estrutura. Mais o nosso swingue ninguém tem!

Sugestão para os baixistas colegas de profissão:
Uma coisa que eu acho importante e que me abriu a cabeça foi o lance gravação. Quando comecei a gravar e a entender o que rola, percebi que precisamos de mais concentração ao tocar. Hoje em dia eu procuro tocar como se estivesse gravando, com isso eu busco a melhor execução e fazer o groove funcionar. Eu acho isso de extrema importância.


Você pretende lançar um CD solo?
Na verdade eu gravei um CD meu em 2005 com o título de Bom Dia, porém ficou na gaveta. Este disco eu fiz sozinho programando tudo e não tinha muitos recursos, por isso eu acho que ficou engavetado e nem quis trabalhar ele. Agora este ano quero lançar o meu segundo disco e este sim eu irei trabalhar com muito afinco.


Poderia nos falar um pouco de como seria esse CD e o que nós podemos esperar das suas idéias musicais?
Sim, este disco que estou preparando será um disco com sonoridades bastante interessantes e com muitos climas, tendo em vista que eu não sou um baixista virtuose. Nele vou explorar outros elementos como um groove funcionando direito, sons agradáveis e principalmente o trabalho de produção que na verdade eu me amarro muito.

Você acha que, hoje, o terreno está propício às novas gerações de músicos, principalmente os contrabaixistas?
Sim, com certeza. Hoje temos muitas ferramentas a nosso favor, como por exemplo a Internet que propicia ao músico a chance de mostrar seu trabalho para qualquer parte do mundo. Também tem muitos materiais para que o baixista possa evoluir.

Fale um pouco sobre os seus trabalhos musicais:
Bem, atualmente eu tocando com o saxofonista Ivan Meyer, nós gravamos em janeiro e estamos preparando pra pegar a estrada. Toco também com uma banda de forró pé-de-serra (rasgacêro) no qual conquistamos alguns festivais de importância nacional como o Festival Nacional de Forró de Itaúnas-ES e o Viola de Todos os Cantos da Rede Globo. Também tenho meu estúdio no qual eu produzo o pessoal e também trabalho como sideman freelancer. Além disso, faço workshops sobre o contrabaixo e produção musical.

O que você pretende fazer para melhorar a Cultura e a Cena Contrabaixística no Brasil?
Atualmente trabalho lecionando aqui na minha escola, além de dar aulas na Internet. Sou autor de 2 métodos e estou acabando o terceiro. E logo terei novidades para os baixistas do Brasil.

Qual o principal obstáculo para um músico brasileiro?
Eu acho que apesar de o preconceito ter diminuído muito, ainda atrapalha um pouco. Também acho que não temos bons sons e boa estrutura em eventos. Só os grandes conseguem tocar em boas estruturas. Mais isso tudo se dá a economia do nosso país. Então não podemos ficar chorando sem fazer nada, temos que criar as boas oportunidades e continuar vivendo.

Sabemos que no Brasil existe uma diversidade cultural muito grande. Alguns músicos são evidenciados pela grande mídia, mas outros acabam esquecidos por não ter o seu espaço. Na sua opinião, como é viver de música no Brasil?
Eu acho um desafio. Toco há 17 anos e tenho família pra cuidar, então a coisa é um pouco complicada e cada vez mais está ficando difícil. Por isso resolvi criar outros meios de viver da música, como: dar aulas, fazer métodos, montar meu estúdio e etc....

 

E-mail(s):
duvallebass@yahoo.com.br


MSN:
raphaelduvalle@hotmail.com
toquemaisbaixo@hotmail.com

Orkut:
http://www.orkut.com/Home.aspx?xid=18310575645921318953

Vídeos:
http://www.youtube.com/watch?v=bOFBOaOKZyc

Fórum:
www.toquemaisbaixo.com.br

Site(s)
www.toquemaisbaixo.com.br

Deixe aqui a sua mensagem final para os leitores do JOEL MONCORVO.COM, para os fãs dos seus trabalhos musicais e para os todos os contrabaixistas.
Primeiramente eu gostaria de agradecer o Joel Moncorvo pelo o apoio que tem me dado e pelo ser humano que é. Depois quero dizer a todos os baixistas e músicos do Brasil que deixem o ego de lado e escute sempre, só assim haverá evolução. Um abraço a todos e fique com Deus...

 

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