Igor França -Artista Solo



1-Data de Nascimento: 05/12/1980


2-Onde reside atualmente 2009: Santos/SP


3-Equipamento: 3 baixos de 6 cordas handmade por mim (um sem trastes); um Tobias Basic 5 cordas, um fretless handmande de 5 cordas feito por mim.


4-CDs preferidos: “Awake” e “Scenes From A Memory” – Dream Theater; “Express” – Zuzo Moussawer; “Alive II” – KISS; “Play” e “ 5” – Alain Caron


5-DVDs preferidos: Geralmente, filmes. Me atento bastante às trilhas sonoras instrumentais. De bandas/artistas, destaco o DVD do Alain Caron, gravado 1997. Excelente !

 

6-Algum fator especial te levou a optar pelo Contrabaixo como instrumento?

Meu ídolo no passado é um dos mais notáveis baixistas mundialmente: Gene Simmons. Não por sua técnica, mas pela personificação, algo tão forte que me fez optar pelo baixo. E aí me aprofundei mais nos estudos e pesquisas, e descobri o quanto o contabaixo pode ser o principal instrumento numa música.


7-Quais foram os baixistas que lhe influenciaram?

Gene Simmons, citado acima; Zuzo Moussawer, um dos primeiros baixistas-solo que eu ouvi na juventude; Billy Sheehan, por sua notável técnica e performance; John Myung, por um lado um tanto cruxificado por ser muito mecânico, mas esse fator me ajudou bastante nos estudos; Alain Caron pela sua maestria nos baixos com e sem trastes de 6 cordas.

 


8-Quais são os estilos musicais que mais lhe influenciam?

Basicamente, Fusion. Rock/Blues/Jazz, mas com uma base forte fundamentada na energia do bom e velho rock’n’roll. Aprecio “tudo que é som”, e isso é bem presente em minhas composições, onde existem vários elementos, desde o samba até o country e outros gêneros considerados “regionais”, como a música indiana e árabe.

 

9-Recado para os baixistas que estão começando a estudar:

Abra a mente e, principalmente, os ouvidos ! Não se limite à determinados estilos, estude tudo o que for possível, ouvindo. Pesquise gêneros inusitados, isso pode ser determinante no seu estilo de tocar/compor. E toque, esteja sempre “na ativa”.

 

10-Como você analisa o cenário dos baixistas brasileiros?

É bastante rico. De uns anos pra cá, o Brasil tem se reciclado e revelado vários talentos, em praticamente todos os gêneros.

 

11-Qual o principal obstáculo para um músico brasileiro?

Espaço. Creio que, principalmente quem faz música instrumental, falta espaço para divulgação, pra tocar e mostrar seu trabalho. Isso tem mudado um pouco, pois muitos músicos que conquistam algo, abrem espaço para novos talentos, mas ainda são poucos os que fazem isso. Acho que a união faz a força, literalmente... só assim esse obstáculo do espaço vai ser vencido.


12-Sabemos que no Brasil existe uma diversidade cultural muito grande. Alguns músicos são evidenciados pela grande mídia, mas outros acabam esquecidos por não ter o seu espaço. Na sua opinião, como é viver de música no Brasil?

Viver de música por aqui é cheio de entraves e obstáculos. Um deles é justamente esse – espaço. O que eu percebi nesses anos de estrada é que as pessoas estão bem abertas à coisas novas, mas isso acaba não chegando até elas pela grande mídia. Claro que tudo envolve questões burocráticas, mas creio que apostar no novo é a solução para a “reciclagem”.

 

13-Sugestão para os baixistas colegas de profissão:

Para os que já estão na ativa, com trabalhos consolidados, sugiro que sempre haja uma pesquisa sobre novidades e também a busca por novos baixistas, independente do estilo musical que eles adotam. O público em geral está aberto para novidades, mas elas devem chegar até eles.

 

 

14-Qual o estilo que você mais escuta e nele o som do baixo é claro e nítido?

Eu destacaria o Jazz e o “sambajazz”. São estilos em que o baixo se destaca por delinear/ritmar e marcar com nitidez. São estilos que evidenciam o baixo e o fazem ser o diferencial, na maioria das vezes.

 

15-O que você pretende fazer para melhorar a Cultura e a Cena Contrabaixística no Brasil?

O primordial é desenvolver um trabalho digno, honesto, com qualidade e buscando novidades, originalidade. Certamente isso aproxima não só apreciadores do instrumento, mas apreciadores de música em geral e torna mais atraente para os baixistas também.

 


16-Nos fale um pouco sobre os seus trabalhos e projetos musicais:

Minha carreira solo foi iniciada com meu primeiro trabalho “Crossing The Skies”, um CD conceitual que “conta” a estória de uma viajem, suas escalas/emoções e o destino. Surgiu como uma “trilha sonora”, mas ele ficou em aberto e pretendo concluí-lo com mais dois CD’s, formando uma trilogia. Está em pauta também um CD basicamente de “sambajazz” onde eu explorarei o baixo fretless, além de trabalhar e estar livre para trabalhos freelancer e como sideman de cantores(as), grupos, bandas e etc.

 

17-Você pretende lançar um segundo CD solo e como será esse trabalho?

Sim, pretendo trabalhar neste CD de sambajazz antes de concluir a trilogia “Crossing The Skies”. Tenho os esboços desses 3 Cd’s, mas ainda nada concluído. Preciso divulgar este primeiro trabalho, que está apenas no início.

 

 

18-Você também ministra Workshops e aulas de contrabaixo?

Sim, geralmente são baseados em temas e técnicas que eu uso em minhas composições, além de idéias composicionais que acabam ajudando aos espectadores de uma forma clara e objetiva, sem segredos. Nas aulas, eu procuro encaminhar com bastante objetividade a formação musical do aluno, “pegando pesado” em teoria (que é uma parte considerada chata pelos alunos, mas com minha metodologia é bem fácil de entender) além do desenvolvimento técnico dos alunos como forma de ferramenta, sempre pensando no lado criativo.

 

19-Deixe aqui a sua mensagem final para os leitores do JOEL MONCORVO.COM, para os fãs dos seus trabalhos musicais e para os todos os contrabaixistas.

Usem sua maior ferramenta musical: seus ouvidos. Ouçam de tudo, sem preconceitos. E usem sua maior ferramenta “humana”: seu cérebro ! Estudem bastante, com coerência e objetividade. Esse é o caminho para o sucesso !

 

Contatos: Igor França

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igor@igorfranca.com (email geral para contatos)

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