
Ederson Prado

Data de Nascimento: 06/07/1985
Onde reside atualmente: Interior de São Paulo
CDs preferidos: Images and Words- Dream Theater, Demanufacture - Fear Factory, Alien - Strapping Young Lad, Bloody Kisses - Type O Negative, The Gatering - Testament
DVDs preferidos: Hypocrisy, Dream Theater, Slipknot
Livros preferidos: Ouvido Pensante, Música e Psique, Harmonia e improvisação
Equipamento: Mgbass 6 cordas com captadores EMG.
Algum fator especial te levou a optar pelo Contrabaixo como instrumento?
Não, eu inicialmente queria tocar guitarra para ingressar numa banda de amigos, mas como já tinha dois guitarristas, comecei a fazer aulas de baixo mesmo (rsrsrs). Ainda bem que tinha dois guitarristas!
Quais foram os baixistas que mais te influenciaram?
No início, eu ouvia muito Iron Maiden, conseqüentemente o Steve Harris era uma grande influência, mas alguns anos depois comecei a estudar fusion e conheci outros baixistas que me surpreenderam. Foi nessa época também que conheci o Dream Theater, com certeza John Myung é minha maior influência, também gosto do Bill Dickens, Steve Bailey, Victor Wooten, Sheehan, Zuzo Moussawer, Tetsuo Sakurai, entre outros.
Quais são os estilos musicais que mais lhe influenciam?
No metal sou muito influenciado por thrash metal e prog metal, mas independente disso gosto de ouvir coisas novas, sem rótulos musicais, pois se aprende muito com isso. Gosto também de fusion como Chick Corea, Casiopea e etc.
Toquei alguns anos em áreas diferentes como bandas de baile. Com isso se aprende muita coisa boa, mesmo não sendo o estilo que você costuma ouvir em casa. Seria bom se não houvesse esse tabu de apenas querer tocar o que se gosta, pois limita seu conhecimento em outras áreas não menos importantes.

Como você analisa o cenário dos baixistas brasileiros?
Felizmente o Brasil é um país com muitos talentos, não só no contra baixo, mas no geral. Infelizmente a nossa cultura não valoriza isso e não da o devido espaço para que o aparecimento desses talentos seja conhecido e valorizado como deveria.
Mas independente disso, temos excelentes baixistas no Brasil, que não perdem em nada para os gringos, em todos os sentidos. Basta pesquisar e conhecer mais sobre os trabalhos de alguns baixistas brasileiros. Prefiro não citar nomes, mas ouço em casa alguns baixistas nacionais, de diversos estilos, e com certeza temos baixistas de nível mundial!
Sugestão para os baixistas colegas de profissão:
O que sempre digo para alunos, seja qual for seu estilo musical, procure ter personalidade no que tocar para não ser apenas mais um, pois quando ouvirem você tocando, automaticamente já saberão que é você!!! Um bom exemplo disso é o guitarrista Mattias Ia. Quem ouve as músicas dele sabe do que estou falando!
Nos fale um pouco sobre os seus trabalhos e projetos musicais:
Dou aulas particulares em casa e em alguns conservatórios de cidades vizinhas à minha. Quando viajo eu sempre dou aulas avulsas e masterclass em cidades por onde eu passo.
Sobre workshop, é algo que gosto muito de fazer, pois é uma das poucas oportunidades que interessados por baixo em geral tem de tirar suas dúvidas e aprender sobre tal técnica e também, no meu caso, onde posso aprender mais com essas pessoas. É muito divertido por que os temas não se limitam apenas em música mas em coisas engraçadas também!
Como você analisa a atual cena de contrabaixistas de metal no Brasil?
Em minhas turnês pelo país, com a banda ou workshops, sempre acabo conhecendo músicos regionais, e me surpreendo com tanta musicalidade e riqueza de talento que alguns baixistas demonstram ter. Por isso gosto de
ficar olhando principalmente os baixistas de outras bandas que irão tocar conosco na mesma noite. Se tratando de baixistas de metal, estamos muito bem representados sim! Conheço muitos baixistas de metal que me surpreendem sempre que os vejo ou ouço tocar. A realidade é, temos baixistas que nos representam muito bem no exterior, e aqui no Brasil são menos conhecidos e menos valorizados.
O que você pretende fazer para melhorar a Cultura e a Cena Contrabaixística no Brasil?
Sempre tive vontade de fazer eventos do tipo Bass Day, feito por Wooten nos Estados Unidos. É realmente vivificante eventos desse tipo por que discutem-se temas de todos os tipos, entre eles, vida, natureza e etc. Isso faz com que se relacione tudo com a música.
E sem dúvida é um tipo de evento que não abrange apenas baixistas e músicos em geral e sim pessoas com vontade de conhecer mais sobre música de uma forma muito natural e leve! Para nossa cultura, isso seria um estímulo e tanto aos novos talentos!
Você pretende lançar um CD solo?
Sim, com certeza, mas não apenas um, e sim, vários.
Poderia nos falar um pouco de como seria esse CD e o que podemos esperar das suas idéias musicais?
O que posso afirmar com antecedência é que será um álbum inovador no quesito velocidade e que nos tempos de composição desse álbum, quero me isolar de tudo, inclusive ficar sem ouvir música alguma, para compor algo realmente original.
Ederson Prado em Performance
Atualmente você está sendo considerado um dos contrabaixistas mais velozes do mundo, quais dicas e sugestões você daria para músicos que pretendem alcançar grandes velocidades no instrumento, em especial, aos contrabaixistas?
Velocidade é algo que sempre me fascinou, mas antes de tudo deixo bem claro que velocidade não é tudo!
Em teoria, para se alcançar uma velocidade legal, basta apenas usar o metrônomo e ir aumentando conforme a evolução, mas não é apenas isso.
Resistência e velocidade andam juntas. Quanto mais veloz for, mais resistente seu músculo do braço fica, e com isso mais firmeza para executar qualquer coisa que exija precisão.
Eu costumava tocar uma música com o andamento das figuras rítmicas dobradas ou triplicadas - do tipo de ficar a música toda em semicolcheia ou sextina, isso é um ótimo exercício porque você treina resistência ouvindo sua música favorita!
Você acha que, hoje, o terreno está propício às novas gerações de contrabaixistas?
Acho que sim! Devido a grande informação existente, seja em livros, DVDs aula, internet e etc. E ao alto nível dos professores. Fica mais fácil para qualquer leigo no baixo se tornar um baixista com pleno conhecimento e capacitado profissionalmente.
Recentemente a conceituada revista de rock japonesa BURNN, destacou o CD Believe da Burning in Hell, como um dos trinta melhores álbuns de metal melódico dos últimos vinte anos. Como é fazer parte de um grupo que está em grande ascensão, tanto no Brasil, quanto no exterior e quais são os planos para o futuro CD do grupo?
É uma das sensações que não se paga, porque é o reconhecimento do público e da crítica pelo seu trabalho. Você vê que existem pessoas que gostam do som da banda em diversos cantos do mundo!
Sou muito grato a todos que comparecem nos nossos shows, pois é isso que nos estimula a continuar na batalha diária pela divulgação e promoção do metal no mundo.
Temos inúmeros planos para o futuro. O tempo agora é compor o próximo álbum, que deverá sair no final de 2007 ou durante 2008.
Qual o principal obstáculo para um músico brasileiro?
A cultura brasileira, pois não estimula o ensino e muito menos os eventos musicais em nosso país, e infelizmente a grande maioria não vê isso e acaba contribuindo diretamente ou indiretamente.
Sabemos que no Brasil existe uma diversidade cultural muito grande. Alguns músicos são evidenciados pela grande mídia, mas outros acabam esquecidos por não ter o seu espaço. Na sua opinião, como é viver de música no Brasil?
Se por um lado temos uma riqueza imensa de ritmos, por outro temos a dificuldade de concretizar algo profissionalmente devido a grande concorrência de músicos já estabilizados e também pela infinidade de gêneros musicais no nosso país, isso faz com que não se tenha grandes chances tanto no comércio musical quanto no de músicos.
A mídia sempre foi um fator determinante, pois mesmo que um baixista não toque nada, mas apareça sempre para o publico com boas fotos e bons equipamentos - para o publico em geral - ele é melhor do que o baixista da esquina que toca a trinta anos mas que ninguém conhece!
Vídeos You Tube:
Deixe aqui a sua mensagem final para os leitores do JOEL MONCORVO.COM, para os fãs dos seus trabalhos musicais e para os todos os contrabaixistas.
Primeiramente agradeço ao meu irmão Joel Moncorvo pela grande oportunidade de falar um pouco sobre meu trabalho e opiniões e também aos fãs de Burning in Hell. Em especial as pessoas que acreditam no meu trabalho!!!

E-mail:
ederson@burninginhell.com.br
Orkut:
http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=564184109744373228
http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=3348561701668867469
Fórum:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=15748974
Sites:
www.burninginhell.com.br
www.myspace.com/burninginhellmetal
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