Daniel Lima
Nome: Daniel Paes e Lima da Silva
Data de Nascimento: 12/02/1982
Onde reside atualmente: Rio de Janeiro
Equipamento: Nzaganin Jazz Bass 5 cordas
CDs preferidos: Marcus Miller (M2 e The Ozell Tapes), Arthur Maia (Planeta Música), Richard Bona (todos), Victor Wooten (Live in América, Yin Yang e Soul Circus), Tower of Power, Earth, Wind and Fire, Level 42, Charles Mingus (This is Jazz), Grupo Foco, Weather Report (todos que já ouvi), Steely Dan (vários), Cláudio Infante (Infante e Tempo), Prince, Djavan (Ao Vivo)... etc...
DVDs preferidos: Djavan ao Vivo, Marcus Miller, Ed Mota, Prince Live at Alladin – Las Vegas, Jamiroquai Live in Verona, Steely Dan Live, entre outros.
Livros preferidos: O Advogado, Cidade de Deus, Líderes e Lideranças, A Arte da Guerra. Relacionados ao baixo, gosto muito do How the Fender Bass Changed the World e o The Bass Player Book.

Algum fator especial o levou a optar pelo Contrabaixo como instrumento?
Bom, meu primeiro contato com o contrabaixo aconteceu através de um primo que também é baixista, quando tive a oportunidade de vê-lo tocando, e fiquei simplesmente apaixonado pelo instrumento. Comecei, então, a partir daí, a dar meus primeiros passos como baixista.
Quais foram os baixistas que lhe influenciaram?
Meu primo Eduardo Wagner com o “ponta-pé” inicial. Depois, vieram: Marcus Miller, Jaco Pastorius, Arthur Maia, André Neiva, Serginho Carvalho, Robinho, André Rodrigues, André Vasconcellos, Victor Wooten, entre vários outros que me influenciam até hoje.
Quais são os estilos musicais que mais lhe influenciam?
Funk & Black Music, Jazz (Smooth, Fusion, Tradicional), MPB, Música Instrumental Brasileira.
Como você analisa a necessidade de músicos que moram em uma região e passam a morar em outra?
Infelizmente, nosso país deixa muito a desejar quando o assunto é cultura. Por isso, é muito difícil viver de música em alguns lugares, forçando as pessoas a desistirem da profissão, ou levando-as a migrar para lugares mais propícios. Porém, com a mudança, sempre vem junto uma série de dificuldades, que vão desde adaptação climática e cultural, até a violência que existe nos grandes centros, como o Rio de Janeiro ou São Paulo, por exemplo. As pessoas se expõem, então, à essas dificuldades, correm riscos, e, em alguns casos, acabam desistindo, ou por não conseguirem espaço, ou por sofrerem as conseqüências de viverem nestes lugares. Acredito que a única forma para tentar mudar essa situação, seria unir-se com o maior número de pessoas possível, e começar a criar situações onde os órgãos e entidades responsáveis por trabalhos culturais no lugar que você vive, seja pólo ou interior, comecem a dar valor e abrir espaço para aqueles que trabalham e vivem da cultura, divulgando um trabalho sério e digno de ser apresentado. Desta forma, cada vez mais lugares começarão a aparecer e tornar-se expressivos no mercado cultural brasileiro.
Recado para os baixistas que estão começando a estudar:
Digo para não tocar apenas. O estudo é fundamental. Sente no sofá, pegue um livro e estude. Crie situações musicais para praticar o que está estudando, comece sempre do mais fácil e vá dificultando aos poucos. Não coloque o carro na frente dos bois. Técnica é fundamental, mas não adianta ser o slap mais rápido do mundo e ficar escravo de Em7. Seja musical, ouça os outros instrumentos e deixe-os soar também. “Silêncio também é música”. E sempre que tiver oportunidade, arrisque, pois mesmo que você erre, só estará a meio tom da nota certa!

Como você analisa o cenário dos baixistas brasileiros?
O Brasil é riquíssimo quando o assunto é contrabaixo, mas infelizmente muitas pessoas não se dão conta disso, e ficam retidas aos músicos internacionais. Não digo que não devam ouvir e se influenciar, pois todos nós somos influenciados com uma enxurrada de grandes músicos que estamos acostumados a ouvir por aí a fora. Mas pare um pouco e preste atenção no que vem da nossa terra. Ouça o que o nosso povo tem a dizer também. Temos músicos como Arthur Maia, André Neiva, Alberto Continentino, Serginho Carvalho, Robinho, André Vasconcellos, André Rodrigues, Max Robert, Joel Moncorvo, Jamil Joanes, Sizão Machado, Nico Assumpção, Luizão Maia, Paulo Russo, Fábio Lessa, Marcelo Mariano, Cláudio Rosa, Marcelo Linhares, entre tantos outros. Vamos dar mais valor à nossa gente!
Sugestão para os baixistas colegas de profissão:
Estudo e perseverança sempre. E jamais empine o nariz achando que é o “dono do pedaço”, pois sempre terá alguém melhor do que você, e sempre haverá muito que aprender. Humildade sempre!
Qual o estilo que você mais escuta e nele o som do baixo é claro e nítido?
Escuto muito funk e muito jazz, e, diga-se de passagem, o que seriam deles sem o contrabaixo? Maior clareza e nitidez não há!
O que você pretende fazer para melhorar a Cultura e a Cena Contrabaixística no Brasil?
Ajudar no que puder, para divulgar o trabalho de um número cada vez maior de pessoas, sejam iniciantes ou veteranos, para que todos possamos ter um lugar ao sol, sem passar por cima de ninguém. Uma mão lava a outra, sempre!
Nos fale um pouco sobre os seus trabalhos e projetos musicais:
Bom, atualmente eu acompanho a cantora carioca Sabrina Sanm (www.sabrinasanm.com), com quem gravei 4 faixas do seu primeiro disco, que será lançado em breve. Também gravei recentemente nove músicas com o cantor paulista Rodrigo Moratto (www.rodrigomoratto.com.br). Também trabalho durante a semana no estúdio do baixista André Neiva, o BeckStudios (www.beckstudios.com.br), aqui no Rio de Janeiro, onde estou participando de algumas gravações do novo disco da dupla Pepê e Neném, com a produção de Vítor Júnior.
Daniel Lima - Em Performance
Deixe aqui a sua mensagem final para os leitores do JOEL MONCORVO.COM, para os fãs dos seus trabalhos musicais e para os todos os contrabaixistas.
O Site do Joel Moncorvo é parada obrigatória para todos que querem saber mais sobre nosso querido instrumento. Sempre com informações coerentes e atualizadas, para que possamos manter nossas mentes abertas e nosso conhecimento em dia. Agradeço ao Joel pela oportunidade de poder fazer parte deste espaço no seu site. Muito obrigado! Agradeço, também, a todos aqueles que acreditam no meu trabalho, e me apóiam para continuar na luta. Ainda tenho muito a aprender com todos vocês. O céu é o limite! Grande abraço a todos.

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